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Quando é indicada?

 

 As indicações de psicoterapia infantil contemplam os casos nos quais são identificadas dificuldades emocionais, afetivas, familiares, sociais e escolares da criança. 

 

 Algumas das queixas mais frequentes são: dificuldades no convívio social e familiar, agressividade, introversão, insegurança, timidez excessiva, medo excessivo, ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem, bullying, separação dos pais, adoção, luto, fobias, traumas, mutismo eletivo, encoprese, enurese, dentre outros.

 

  A psicologia infantil também pode integrar quadro multidisciplinar no acompanhamento de crianças portadoras de distúrbios de natureza neuropsicológica, psicopatológica e/ou síndromes genéticas tais como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); transtornos do desenvolvimento da fala e da linguagem; transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares, transtornos globais do desenvolvimento (autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett), transtorno do funcionamento social, transtornos esquizotípicos, dentre outros.

 

   Os pais e educadores devem estar atentos a comportamentos incompatíveis com os padrões da idade, mudanças repentinas de comportamento e episódios que possam desencadear problemas emocionais na criança (como por exemplo, possibilidade de separação dos pais, luto de um ente querido, processos de adoecimento, etc.)

Como funciona?

 

   Assim como na psicoterapia com adultos, a criança participa de sessões individuais ou em grupo, com duração e frequência a serem estabelecidas pela terapeuta. Com as crianças, porém, são utilizados recursos lúdicos e técnicas adequadas ao universo infantil.

 

 A ludoterapia é a técnica comumente empregada nos processos de psicologia infantil, e consiste num processo que utiliza a brincadeira como forma de expressão. Brincar é a forma natural da criança vivenciar todos os acontecimentos do seu dia a dia e até mesmo compreender o mundo que a cerca. Através das brincadeiras e brinquedos, a criança expressa, de forma simbólica, seus conflitos e dificuldades. A terapeuta busca compreender a origem dessa representação e atua também com linguagem lúdica, de modo a elucidar e ajudá-la com o conflito.

 

 Também são utilizados na processo terapêutico infantil, os recursos da leitura, desenho, e pintura.

Os pais participam?

 

  Salvo sob convite da psicóloga, os pais não participam das sessões junto com a criança. Porém, são necessários encontros sistemáticos para conversas com familiares (pais, avós, tios, irmãos) e educadores (professores, coordenadores, psicólogos escolares). Esses encontros acontecem em consultas formais, e tem a mesma duração das sessões infantis. No caso das escolas, são agendadas as visitas com a equipe pedagógica no próprio colégio. Sempre que necessárias, são feitas também orientações breves aos cuidadores, que devem colaborar com o processo terapêutico no ambiente familiar, social e educacional. 

 

Quanto tempo dura?

 

    A sessão tem duração de 50 minutos, e deve ter frequência mínima semanal. Por vezes, mediante urgência, é indicada 2 ou 3 vezes por semana. A duração do processo depende de uma série de fatores: natureza, intensidade e gravidade da queixa; assiduidade, vinculação, e participação da família e dos educadores. Pacientes com tempo satisfatório de acompanhamento e boa resposta ao processo terapêutico,  podem ter frequência reduzida para sistema quinzenal. Pacientes residentes em outras cidades, aderem a um programa de frequência especial, com sessões mais longas e menos espaçadas, como por exemplo, em dias consecutivos.

Psicóloga infantil Sarah Castelo Branco. Rua Silva Paulet 1739, Aldeota, Fortaleza-CE